quarta-feira, 2 de julho de 2014

Outro mundo

Ainda o Mundial de Futebol.

Qualquer jogo dos oitavos de final - mesmo os menos interessantes, talvez o Grécia - Costa Rica e o Argentina - Suíça - teve emoção, luta, vontade, desespero, suor, lágrimas, atletas e homens em campo e à volta dele. Teve Futebol. Foi Futebol.

Foto: AP/ Kirsty Wigglesworth
O mais triste é o reconhecimento de que a seleção portuguesa, as suas vedetas de merda, o seu treinador medíocre, os dirigentes federativos estúpidos (ou corruptos, escolham), a imprensa lambe-botas, os adeptos que gostam de homens em cuecas justas, tudo isso destoaria aqui. Apesar dos auto-elogios, do "fizemos o melhor", do "fomos tremendos", do "temos orgulho".

A mim, envergonharam-me, e cada corrida de Slimani ou remate de Herrera me mostrava quão triste é ser representado por Ronaldos, Nanis ou Brunos Alves, os que correm muito para as conferências de imprensa e os autógrafos.


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