terça-feira, 1 de julho de 2014

O França 1 - Alemanha 2 de ontem

Essaïd Belkalem, Rafik Halliche, Djamel Mesbah, Islam Slimani, El Arbi Hillel Soudani, Mohamed Zemmamouche e Abdelmoumene Djabou. São sete e não chegam para fazer uma equipa de futebol. Ontem, contra a Alemanha, no jogo dos oitavos de final do Mundial 2014, apenas jogaram cinco, num total de catorze utilizados. Esclarecendo: dos vinte e três jogadores que a seleção da Argélia levou ao Mundial apenas sete nasceram nesse país.

Todos os restantes dezasseis nasceram, cresceram, aprenderam a ler, a escrever e a jogar futebol em França. Dos que jogaram ontem, nove  nasceram, cresceram, aprenderam a ler, a escrever e a jogar futebol em França. E rezam em França ao deus que lhes apetece.

Dá para pensar duas vezes antes de apoiar a "heróica" Argélia no jogo contra a Alemanha, esse país xenófobo, que persegue os estrangeiros (e cuja seleção, por acaso, tem sete jogadores que são filhos de imigrantes e/ou nasceram em países estrangeiros, mas cresceram, aprenderam a ler, a escrever e a jogar futebol na Alemanha, onde também rezam ao deus que lhes apetece).


Com isto não quero dizer nada, exceto que, no fundo, preferi que a Alemanha ganhasse, por ser uma equipa mais genuína. E se um dos golos dos alemães foi marcado por Mesut Özil (nascido em Gelsenkirchen, filho de turcos), tenho pena que o outro não fosse de Sami Khedira (que nasceu em Estugarda, filho de tunisinos) ou até de Shkodran Mustafi (que nasceu em Bad Hersfeld, filho de pais albaneses muçulmanos).

Enfim, esta coisa de "seleções nacionais" puxa pelo nosso lado pior, mas ninguém quer abolir um negócio tão bom...

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