quarta-feira, 4 de dezembro de 2013

N-logia: Guerras de Titã II

II. A Terra destruída

Terminada a Guerra Civil, a sociedade de Titã torna-se mais dinâmica.
Melhor preparados para o meio, os Ciborgues, híbridos de homens rudes e máquinas, podem agora desenvolver atividades à superfície.
A sua maior necessidade é a energia, não o alimento, que conseguem sintetizar, abandonando o canibalismo.
O seu maior bem são os novos materiais, que fabricam a partir dos minerais que exploram intensamente.

A sua maior motivação é o retorno à Terra.
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Nos cérebros combinados de neurónios e circuitos quânticos vai crescendo uma memória de um Planeta Azul.
Verde.
Sonham.
A Solução Final não foi o Fim.
Em cavernas, em florestas, no alto mar, no topo das montanhas, grupos de homens escaparam e sobrevivem na atmosfera contaminada.
Em complexos subterrâneos, políticos, cientistas e militares permanecem, rodeados de laboratórios, experiências, micróbios, células, pedaços de ADN, sementes, armas, bases de dados, alimentos.

E androides.
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Mas alguns dizem que é mentira.
Acreditam que a Terra ficou inabitável, por milhares e milhares de anos.
Que ainda hoje é inabitável, mesmo para os organismos resistentes dos Colonos de Titã.
Que a única esperança de reunião está em Marte ou na Lua, os destinos do Plano Original.

Enviam mensagens para a Terra, para Marte e para a Lua, na esperança de ter resposta.
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Esta chega, um dia.
Em nome do Império Terra.

O Povo de Titã exulta.

Preparam o Regresso.

Uns para a Paz Universal.
Outros para a Guerra Imperial.
Mas juntos, unidos pelo Desejo que recalcaram durante mais de mil anos.


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