quinta-feira, 21 de novembro de 2013

N-logia: Prequela II

Energia

Os últimos anos da Terra são também marcados por uma corrida às novas formas de energia.
A emergência nos Blocos geopolíticos precipita esta corrida, já que nenhum quer ficar dependente dos restantes.
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Das formas de produção de energia conhecidas no início do século XXI, algumas desaparecem, por razões ambientais, de ineficiência e de concorrência com outros usos da terra.
A eólica, porque se revela um desastre económico para os países que nela apostaram.
As marés, uma tecnologia nunca suficientemente desenvolvida.
Os biocombustíveis tradicionais e a biomassa, baseados em uso extensivo da terra, que não resistem à competição com a produção de alimentos para uma população em crescimento exponencial.
A hídrica, que esgotou os rios e os ecossistemas que os mantinham vivos.

A eficiência energética é o princípio dominante, mas o incremento da procura de energia e do consumo supera os ganhos marginais que resultam de usos mais racionais.

Continuam a explorar-se hidrocarbonetos, tanto os tradicionais (petróleo, gás natural, carvão, usando tecnologias mais eficientes para a sua extração), como os novos (gás de xisto e hidrocarbonetos sintéticos, produzidos em grandes Centrais Catalizadoras, que aceleram a transformação de resíduos urbanos em combustíveis).
O nuclear renova-se a partir da decisão do Bloco Americano em introduzir a tecnologia do Tório e do projeto conjunto África/Europa para as Unidades Autónomas de Neutrinos, substituindo o Urânio/Plutónio. Conta-se, mas nunca é confirmado publicamente, que o processo de fusão nuclear já tem aplicação prática em certas instalações e veículos militares.
A energia solar tem um avanço espetacular, principalmente nos usos difusos e nos novos edifícios e cidades autossuficientes, utilizando os novos nanomateriais de elevado rendimento.
E, do mar, retira-se a verdadeira energia da biomassa e biocombustíveis, com a cultura de algas e microalgas, que passam de praga a recurso energético.

Algumas destas tecnologias e formas energéticas estão ainda em afirmação quando eclode o Conflito Final.
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No segredo dos laboratórios militares e científicos preparam-se, durante décadas, os cenários de sobrevivência e, até, de êxodo para o Espaço, no caso de esgotamento ou destruição da Terra.
Nesses cenários, a questão da Energia, tal como a da Alimentação, é fundamental.
Prevê-se que pequenas comunidades possam ter de sobreviver em ambientes hostis durante muito tempo.
Ambientes frios ou onde a produção de oxigénio, água ou alimentos será essencial.
E há a questão do transporte: será necessário viajar por distâncias nunca dantes navegadas e garantir que os sistemas de energia, ou de extração de recursos energéticos, se mantenha nos destinos remotos que são planeados para uma primeira fase: a Lua e Marte.

Quando eclode o Conflito Final, as Naves são movidas com energia nuclear de terceira geração, já suficientemente testada e segura.
Em todas as unidades de transporte há painéis e revestimentos que aproveitam a energia solar, ou de outras estrelas, com um rendimento próximo dos 90%.
A deteção e manipulação de hidrocarbonetos ou biocombustíveis já não tem segredos.
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Ironicamente, quando a Humanidade resolve um dos principais problemas que tinham manchado de sangue e conflitos o seu passado, eclode a derradeira Guerra Mundial.
Como as anteriores, porque alguém mata um arquiduque.
Ou por causa de uns calhaus, vem dar ao mesmo.



(Continua)


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